10.11.09

Como vencer as eleições 2010?

Eu tenho a solução. Afinal de contas, quem não tem sua fórmula mágica para vencer as eleições?
O avanço da campanha de Dilma aos partidos do consórcio lulista somado à indecisão do PSDB quanto ao momento certo para lançar Serra como candidato tem feito proliferar como nunca antes as receitas mágicas que, se seguidas conforme apontado em artigos, trarão vitória certa.
Unir X com Y, avançar na região Z com o candidato W, ressaltar as características A, B e C, fazer de conta que se tem D, E e F, afe, que saco!
Não percam tempo com estes gênios da política e das profecias. Eu, apenas eu tenho a fórmula mágica. Na verdade quem tem é Hugh Laurie, e é a solução para tudo. Deve servir para vencer as eleições também...


9.11.09

A Internet não substitui a Grande Imprensa

Devo ser uma voz maldita entre quem tem blogues e trata de política: Ao contrário da maioria, não demonizo a imprensa brasileira, não a acho ruim e, principalmente, não vibro com as más notícias que nos informam sobre cada vez menores números em vendas de exemplares de jornais e revistas.
Para início de conversa, é preciso lembrar coisas básicas que talvez escapem a muitos dos que fazem parte da torcida organizada "Abaixo à Imprensa":

1- Blogues e Twitter não produzem "conteúdo jornalístico" - Ou alguém aqui pode me lembrar de uma grande reportagem trazida à tona em um blogue 100% blogue? Blogues não têm correspondentes em Brasília ( exceção a alguns blogueiros ligados a portais de notícias, mas estes são profissionais, ou seja, não cabem no balaio de 99% da blogosfera ), blogueiros não vão a entrevistas coletivas, quando conseguem entrevistas com políticos isto se dá geralmente por e-mail, e por aí vai. Blogueiros até podem ter fontes, mas dificilmente os terão a fazer frente a uma equipe jornalística de qualquer veículo midiático grande. Mas eu posso estar errado e ter perdido o dia em que os blogues "produziram" reportagens de impacto ( o que acontece de vez em quando é algum blogueiro conseguir um furo ou dar bom mote a uma reportagem mais abrangente, que então vem no dia seguinte com um pouco mais de embasamento e, certamente, muito mais credibilidade );

2- Jornais e revistas vivem sem blogues e Twitter. O inverso não é verdadeiro - É só dar uma breve zapeada em qualquer blogue serão vistos com grande frequência reflexões, análises, críticas ou apenas divulgação de conteúdo da imprensa de verdade. Lembrar isto a tanta gente que vive a saltitar "A imprensa já era" logo após um post em que dá link, cita ou simplesmente chupa uma matéria jornalística é das coisas que mais contribuem para desdizer o grito organizado;

3- Jornais e revistas pagam, de verdade, quando erram - Lembrando que aqui estou falando da grande imprensa, é óbvio que um erro impresso custa muito mais do que um erro postado. Postou errado? Basta apagar, ou logo em seguida mandar um "desculpe-me". Já quando um veículo de imprensa traz uma notícia errada envolvendo empresa, personalidade ou político, as coisas não são assim tão simples. Primeiro porque parece correto, mas não é prática dedicar o mesmo destaque para o erro e a correção. Segundo porque os riscos de arcar financeiramente com o erro são muito maiores. E um veículo midiático pode sim tomar partido e começar a agir com um viés claramente contra/a favor de um grupo político, da mesma forma como fazem os blogues, com a diferença que este legará uma segmentação que pode custar-lhe a perda de leitores e patrocinadores.

Os três pontos acima não servem para desmerecer a inegável importância da Internet na divulgação de informações e no fomento ao debate. O que se pôde observar neste período ainda "natalício" das comunicações via Internet é que, especialmente em mobilizações populares ou em grandes catástrofes, justamente blogues e twitters é que abastecem a grande imprensa. Só que notícias não são sempre estas "exceções", e o trabalho de apuração ainda faz toda a diferença na qualidade de uma grande reportagem.
Também está mais do que comprovado que a Internet afetou profundamente a imprensa. Não param de surgir números e mais números reportando queda em número de exemplares não só no Brasil, como no mundo todo. Partir desta informação e chegar a atribuir esta perda de público a ferramentas pessoais como Facebook, Blogues e Twitter é no mínimo inocência. Sim, as pessoas podem estar deixando de assinar e comprar jornais, mas não terá sido porque outros grandes jornais, além do próprio que se lia antes, oferecem muito conteúdo em seus portais?
Falar em decadência da grande imprensa talvez tenha mais substância se deixarmos de olhar esta suposta transferência de público e focarmos em outras características. Poderíamos olhar o fim de um modelo de negócios: Antes eles ganhavam duplamente pois havia gente a comprar notícias em bancas e gente comprando notoriedade e conhecimento via anúncios; quanto mais gente comprasse a notícia, mais caro a empresa passava a cobrar pela compra da notoriedade. E como eram poucos os veículos com credibilidade e bom número de leitores, eles podiam cobrar caro pelos anúncios. A internet rompeu o ciclo perfeito ao trazer a informação gratuitamente e em vários lugares mas ainda não é um espaço eficiente ( e estou falando aqui de blogues e outras ferramentas pessoais ) na consolidação de marcas. As pequenas e raras exceções de sites pessoais bem-sucedidos nascidos sem ligação a grandes grupos podem servir para iludir, não para negar o fato de que a credibilidade ainda está mais em veículos tradicionais. E como então ficará o modelo de negócios de jornais e revistas? Como manter o sucesso dos impressos quando o que se busca mais e mais é avançar no público online? Conquistados estes leitores virtuais, como capitalizá-los? Até quando a venda de exemplares e de anúncios somado ao faturamento online suportarão as mega-estruturas construídas por estes veículos ao longo dos anos? Como será um tempo sem estas grandes estruturas?
É alvissareiro presenciar um tempo em que a informação não está mais restrita a pequenos grupos de pessoas bem-sucedidas. Ao mesmo tempo, é triste saber que dentre os frutos desta disseminação da informação estejam incluídos muitos sempre prontos a comemorar algo que, no limite, celebra o obscurantismo. O florescimento da informação na Internet não precisa das ruínas da Imprensa.

3.11.09

Há verdade na "suposta" agressão de Aécio?

Um político influente, Governador do segundo Estado mais populoso do Brasil, pretendente a candidato a presidente pelo mais bem estruturado e forte partido oposicionista, no meio de uma festa, briga em voz alta com sua namorada e a agride. É notícia? Lógico que é!
De certo é uma notícia negativa. Lembrando que este candidato é desconhecido de grande parte da população, ser apresentado como um desequilibrado e covarde seria um golpe mortal às suas pretensões.
E quem foi que disse que um jornalista DEVE pensar em quem vai se beneficiar ou prejudicar com uma notícia?
Juca Kfouri não é um grande jornalista esportivo. Como tantos outros, sua maior virtude presente é ter um grande passado. Seu estilo e capacidade analítica hoje parecem coisa de amadores quando se contrapõe ao estilo de novos e brilhantes comentaristas como Paulo Calçade, Paulo Vinícius Coelho, Mauro Cezar Pereira e, lógico, seu filho extremamente versátil, André Kfouri. Também soam patéticas algumas peculiaridades de Kfouri, como seu irrefreável desejo de atacar Luxemburgo ( chega ao absurdo de contaminar sua coluna na Folha de São Paulo com suas picuinhas com o treinador ) e, por outro lado, agradar seu compadre Belluzzo, presidente do Palmeiras.( *)
Mesmo não gostando do autor, sua nota publicada sobre a "suposta" agressão de Aécio Neves foi de coragem ímpar.
Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio. Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral. A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.
Nota: Às 15h18, o blog recebeu nota da assessoria de imprensa do governo mineiro desmentindo a informação e a considerando caluniosa. O blog a mantém inalterada.
O que é muito mais questionável é a nota publicada por Lauro Jardim, onde ele chama a notícia de "insidiosa campanha de boatos":
A insidiosa campanha de boatos na internet sobre Aécio Neves, que circula com força na web desde o fim de semana, visa a atingir exatamente a característica mais festejada do governador mineiro: a capacidade de conciliação e de entendimento entre contrários. A baixaria tenta também alcançar outra de suas marcas atestadas nas pesquisas de opinião - a boa imagem junto ao eleitorado feminino. Enfim, está inaugurada no final de 2009 a era de baixarias na campanha 2010.
Talvez eu esteja sendo leviano com Lauro Jardim, uma vez que ele não cita diretamente a nota de Juca Kfouri, que originou todo o auê... O jornalista da VEJA pode muito bem estar se referindo a este tipo de coisa, publicado no blogue de outro ex-jornalista, Azenha, mas de autoria de um tal "Laerte Braga":

O governador de Minas, Aécio Neves, tresloucado e montado em boas cheiradas, numa festa da grife Calvin Klein, no Rio, Hotel Fasano, deu uma esculhambação, um tranco e um tapa no rosto de sua acompanhante, assim de público, à frente de todos os presentes, criando um clima de constrangimento e ficou por isso mesmo. A exceção do jornalista Juca Kfhouri que revelou o fato em seu blog, o resto sentou em cima, todos “participam dos lucros” da roubalheira geral em Minas Gerais, descontado lógico a conta do pó comprado a Uribe. Dona Miriam Leitão, embora serrista, outro pilantra, costuma dizer que Aécio consertou Minas. Onde? Consertou a conta bancária dela. E dele evidente.
O que está escrito aí acima é claramente um texto digno de processo. Há inúmeras acusações que, se o autor e o dono do blogue não provarem, terão que pagar o preço. Mesmo a jornalista Miriam Leitão não pode deixar barato esta baixaria... ( Quem quiser saber mais sobre o autor, há informações neste blogue do deputado Cândido Vaccarezza )
Este blogue não costuma dar muita bola para os Morlocks da blogosfera, razão pela qual não trarei mais do que colhi nestes blogues petistas. O fato é que entrei no Twitter hoje, li rumores sobre o acontecido e corri ao Google para saber mais: Estranhamente, nenhum portal de notícias, nenhum jornal ou revista dava uma linha sequer ao ocorrido. Tudo o que encontrei foram insinuações tão ou mais baixas do que a encontrada e citada acima. ( E aqui vêm as exceções honrosas a Aluízio Amorim e Coronel que, mesmo sendo contra o petismo, não entram nesta de que "tudo o que é bom para o PT é ruim para o Brasil" e publicou post sobre o assunto ). Repito a pergunta: Será que não é notícia mesmo um Governante agredir, na frente de outras pessoas, sua namorada?

O Governador Aécio Neves faz o óbvio: Ele e sua namorada negaram o fato. Também aqui, se for mentira, que o Governador processe o jornalista, ou as fontes do mesmo. Tanto ou pior ainda que os supostos tapas é o fato de Aécio usar a assessoria do Governo de Minas ( está no blogue do Juca Kfouri ) para apagar fogo que tem a ver com ação sua em uma festa que nada tinha a ver com o Governo.

Embora ainda esteja longe de ser esclarecido, já uma convicção sai reforçada do episódio: Não pode haver mal maior ao Brasil do que um Governo que junte PT e PSDB, que concilie os dois partidos mais influentes no Brasil. Enquanto houver um dentro, sempre haverá a antipatia dos jornalistas próximos ao outro do lado de fora. Quando se alimenta esta ilusão do equilibrista, o político que flutua sem pender para um dos lados, o que já se têm é isto: A autocensura covarde da imprensa.

(*) Destaque posterior feito em 09/11/09, após indicação deixada na caixa de comentários. Leia os destaques e vá ao blogue de Juca Kfouri, vejam que patético: 1, 2, 3 e deve continuar...

Sinal dos tempos

Os EUA, bem ou mal, já agiram como polícia do mundo em muitas situações. Já foram fundamentais para recuperar um continente que caía sob as garras de um genocida, já atuaram contra ações de limpeza étnica na Europa e na África, já intercederam em pequeno país sob domínio de comunistas higienistas e, por conta própria, já decidiram derrubar regimes apoiados ou financiados por terroristas.
Agora estamos em 2009 e os EUA são aplaudidos unanime e efusivamente por fazer algo único na história das relações entre países: Tirar um bigodudo com pinta de sujão da embaixada brasileira em um pequeno país da América Central.
Eu não disse que este Obama era o cara?

29.10.09

Droga como elemento criativo



27.10.09

Explica-me

Grandes debates públicos têm o poder de mobilizar diferentes grupos, mesmo que nem todos sejam diretamente afetados ou beneficiados pelo resultado que dali virão.
Assim, muita gente que não compra arma, ou mesmo não tem intenção de comprá-la, achou absurdo o Referendo das Armas de anos atrás e atuou ativamente contra a proibição completa da venda e porte. No caso citado eu era um destes. Mas sei que grupos organizados como por exemplo os fabricantes de armas tinham seus próprios motivos para defender o NÃO da época e atuaram intensamente.
A questão do Aborto também é bom exemplo: Homens, que têm sua participação no processo reprodutivo mas obviamente nunca abortarão, também têm suas opiniões e sentem-se no direito de opinar. Já as mulheres, diretamente afetadas e sensíveis ao debate, fazem questão de usar esta autoridade quando são favoráveis ao aborto.
Pois bem, todos concordamos que o Tráfico de Drogas é uma coisa feia, que os traficantes são escrotos e que causam uma desgraceira só. Também sabemos que a maior parte deles age através de seus pequenos agentes, geralmente moleques pobres, favelados, gente sem perspectiva e que busca no tráfico tudo o que esta vida dura à qual estão condenados ( ô dó! ) não poderia oferecer. Sabemos que estes pobres e favelados que vão para o tráfico causam muita desgraça a todos ao seu redor, seus familiares e vizinhos de favela e periferia inclusive, e que acabam vitimando tanta gente inocente dos arredores. Sendo então este povo pobre o mais afetado pelo tráfico, sendo deste extrato social o maior número de vítimas, por que então esta gente é sempre contra a legalização das drogas?*
Conto com a ajuda dos universitários.

23.10.09

América pós-partidária

Uma coisa que escapou a André Petry em sua matéria sobre os radialistas da FOX e a perseguição da Casa Branca à emissora é algo novo e muito bom que está acontecendo: Os eleitores não são mais cabresto do bipartidarismo. Ou ao menos os republicanos...
Era impossível, nas fotos da última TeaParty, não perceber que em torno de um em cada cinco cartazes faziam críticas também aos republicanos, ou também a George W. Bush. Aliás, falando em TeaParty, a caravana deles começa uma grande jornada neste final-de-semana e o roteiro pode ser visto em http://www.teapartyexpress.org/tour-schedule-2/.
Já além dos TeaParties e dos seguidores de polemistas da FoxNews, há uma nova evidência deste fenômeno: A eleição no 23o distrito de Nova Iorque .
Com a palavra para resumir a situação, Sarah Palin:
Political parties must stand for something. When Republicans were in the wilderness in the late 1970s, Ronald Reagan knew that the doctrine of "blurring the lines" between parties was not an appropriate way to win elections. Unfortunately, the Republican Party today has decided to choose a candidate who more than blurs the lines, and there is no real difference between the Democrat and the Republican in this race. This is why Doug Hoffman is running on the Conservative Party's ticket.
Embora este não seja um distrito pró-Democrata como outros do Estado, são significativos os números recentes de como está a corrida:
Bill Owens ( 33% - Democrata)
Dede Scozzafava ( 29% - Republicano )
Doug Hoffman ( 23% - Conservador )

Vamos ver como ficará a corrida após o grande crescimento na arrecadação da campanha de Hoffman que tem ocorrido nos últimos dias, mas seria uma grande lição nos Republicanos esta vitória de Hoffman.

E para deixar bem claro que não estamos aqui tratando de uma invasão de Morlocks na política americana, cabe ressaltar que não só SarahPalin aderiu à candidatura, mas também há o entusiasmo de gente como Robert Stacy McCain ( Contribui com a Spectator e outras revistas da direita letrada ) e W. James Antle, editor-associado da Spectator.
O tempo dirá se a Era Obama legará mais este benéfico efeito colateral.

Multiculturalismo em um vídeo

Você sabe ou já ouviu falar em multiculturalismo?
Bom, veja o vídeo abaixo:
http://www.liveleak.com/view?i=617_1252006591


Agora que você viu este vídeo, eu explico o que é Multiculturalismo: Multiculturalismo é olhar este vídeo e não poder achar tudo asqueroso pois, afinal de contas, as pessoas são negras e latinas.

22.10.09

FARC e Comando Vermelho?

Ah, que novidade, não?
Mas enfim, tá aí:
Lógico, vale ressaltar que muitas vezes um qualquer pode estar usando nickname "Comando Vermelho" na comunidade "Morro do Macaco só tem cu*@&", no tópico "Tática de Guerrilha" e não ter nada a ver com a facção.
Mas vale guardar a frase: "A Farc é nós também C.V P.C.C. e Farc família super-homem".
Guardem isto para apresentar aos moderados de direita (?) e esquerda que acham que uma boa saída para a Colômbia seria uma institucionalização das FARC, ou como já disse um operário que virou presidente, as FARC têm que virar partido político ( mais de uma vez ).

Blame it on Piza

Assim que soube do prêmio Nobel para Obama corri aqui ressaltar o quanto o prêmio vinha em bom momento para o presidente dos EUA e também para tratar da precipitação e absurdo na opinião de Daniel Piza, do Estadão, quanto ao merecimento ou não do prêmio.
Pois após o prêmio, que coincidiu com o fim da turnê televisiva do presidente, realmente os números de Obama melhoraram:
Os números do site PollingReport referentes ao trabalho de Obama, e neste caso específico tratando do prêmio Nobel, deixam ainda mais evidente o erro de análise de Piza:

Ainda assim, Obama tem sido recordista em números negativos de aprovação pelo seu tempo de governo, como pode ser lido no site do Gallup:

Barack Obama's Quarterly Job Approval Averages

In fact, the 9-point drop in the most recent quarter is the largest Gallup has ever measured for an elected president between the second and third quarters of his term, dating back to 1953. One president who was not elected to his first term -- Harry Truman -- had a 13-point drop between his second and third quarters in office in 1945 and 1946.

Para amenizar a situação de Piza, trago aqui o trecho de hoje da coluna de Kenneth Maxwell que é publicada na Folha toda quinta-feira:
Acima de tudo, Obama sabe esperar. No momento exato, ele toma a iniciativa. A mais recente pesquisa de opinião pública da rede de TV ABC parece confirmar a percepção de Sullivan: a aprovação a Obama é de 57%, enquanto apenas 27% dos entrevistados aprovam os republicanos, a porcentagem mais baixa para o partido em 26 anos.
Ou seja, a proximidade geográfica não é determinante no erro de análise, o que conta mesmo é ver o mundo como gostaria que estivesse.