5.5.12

UNZ.ORG - Conheçam

Acessem o link, apenas obedeçam:

Acessaram? É tão fantástico que estou sem palavras para descrevê-lo. Fiquemos então com a própria descrição de lá:
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Sincerely,
Ron Unz, ChairmanUNZ.org
O acervo é maravilhoso, a qualidade do scaneamento é excelente mas, há mais: Os criadores e mantenedores do site estão oferecendo um prêmio de US$10 mil para a mais importante descoberta histórica encontrada por lá. Mais detalhes sobre o prêmio, aqui .

Ah, sobre o acervo, só pra terem uma idéia, dá para encontrar artigos ou ensaios originais como este aqui de GK Chesterton publicado em 1936 na "The American Review" de setembro: "The case against corruption".

Divirtam-se, espalhem, pesquisem e, quem sabe, ganhem seus 10 mil dólares.

1.3.12

Realidade versus Princípio - O caso da Lei da Ficha Limpa

Não tenho partido político. Até pelas minhas preferências, não há um partido sequer com o qual seja possível identificar os princípios que considero ideais. Por mais que minhas idéias possam ser, em alguns casos, incongruentes, nem isto faz com que me identifique seguramente com a grande pastelaria que são as bases programáticas e, principalmente, de atuação pública dos partidos políticos do Brasil.

Ainda assim, estes princípios me ajudam a escolher sempre quem confronta menos aquilo em que acredito. Cada caso é um caso mas, com o que conheço e me interesso por política, creio ser a melhor maneira de votar. Admito que a maioria dos brasileiros tomam outros caminhos para decidir o voto: O que o "governo" lhes fez, o que dizem que um outro candidato lhes faria de ruim caso ganhasse, o que determinado partido ou coligação lhe darão diretamente, e por aí vai. Acho legítimo.

Acontece que estes princípios, chamados na hora do voto como critério de exclusão, nem sempre podem ser usados ou defendidos para debater idéias ou propostas que estão em jogo na política. Estou aqui me referindo à questão da Lei de Ficha Limpa.

Apesar do fortíssimo apelo popular do nome, é uma Lei que muitos brasileiros não têm noção do impacto ou importância que terá daqui pra frente. Dos que se interessam por política, há uma divisão clara de opiniões quanto à Lei: Há os que acham-na benéfica por evitar que notáveis e contumazes criminosos consigam se eleger e usufruir dos benefícios de um cargo eletivo; e há os que acham-na maléfica por evitar que o voto seja uma decisão soberana do indivíduo de acordo com sua consciência e porque, no fim das contas, ninguém é obrigado a votar em político ruim.

A priori, a segunda opção para mim é mais correta. Ela é fundada em princípios irretocáveis que dizem respeito a parte da essência, tida por muitos como nefasta, tanto do capitalismo quanto do liberalismo: A autonomia do indivídulo deve permitir-lhe até mesmo errar e se dar mal, desde que não prejudique outros. Então, estou com quem é contra a Lei de Ficha Limpa? Não, de jeito nenhum.

Pode ser dito que minha definição da "essência" do capitalismo/liberalismo tenha sido preguiçosa e muito simplória. O que não se pode negar é que ela é verdadeira. Na definição, o que vemos é um Sistema de Liberdade plena e de autonomia do indivíduo. Como diria Bastiat, há aqui algo que não se vê: Ela implica que estes indivíduos sejam realmente livres e autônomos para esta decisão. No caso da nossa política, isto não é muito verdade.

Quem "pensa o Brasil" e mora nas grandes metrópoles infelizmente não tem muito contato ou conhecimento do que se vive fora delas. Estou falando dos grandes bolsões de miséria do norte de Minas, do Nordeste, da Região Norte? Nada disso! E vou dar aqui um exemplo bem rápido...

Guarujá, um exemplo


(Os próximos 6 parágrafos mostram um caso específico. Quem quiser, pode pular pra conclusão )
Guarujá é uma cidade que a maioria dos paulistas conhece. Estância Balneária, é uma cidade bilionária de população miserável, praticamente um resumo do nosso fracasso brasileiro: Ali tudo que é bom e belo foi obra da natureza. Não bastante a fonte barata de renda que é o turismo, Guarujá ainda goza da posição privilegiada ( uma ilha cercada por outra ) que lhe permite ter uma enorme área portuária. O resultado é que, com menos de 300 mil habitantes, Guarujá tem arrecadação MUNICIPAL de R$1 Bilhão.

Apesar de toda esta riqueza, mais da metade da população mora em favelas. Os serviços públicos, são podres. E a política, lógico, é o reflexo de uma população cuja maioria tem necessidades primárias: Na base do troca-troca. Vereadores que hoje apoiam um Prefeito, sem nenhum pudor apoiarão o próximo prefeito, mesmo que este em palanques xingue 3 gerações de quem está no poder. Foi assim na última eleição, e na anterior. Os vereadores? Como um PMDB praiano, sempre ali, apoiando quem quer que fosse.

Imprensa, espaço para crítica e oposição? Inexiste. É até engraçado o caso da gestão atual: A prefeita proibia um jornal local, que lhe fazia oposição, de ser distribuído na porta da Prefeitura Municipal (sim, jornais aqui são distribuídos de graça, ninguém paga pra ter notícias de sua cidade ). O jornal, historicamente ligado a um grupo político que estava brigado com a prefeita, contava os dias em que estavam sob censura e quanto tempo faltava pra que ela saísse do poder. Até que, alguns meses atrás, subitamente, o jornal simplesmente parou de chamar a prefeita de "Tonha", "Totonha" e coisas que tais para elogiá-la repetidamente em manchetes, editoriais e matérias internas.

Tem mais ainda... A Prefeita, com baixíssima aprovação, começou uma agressiva campanha de marketing. Propaganda em TV e rádio? Nada, no "rincão" guarujaense, isto se faz entregando jornal colorido em papel grosso com "prestação de contas" da prefeitura. Fora isto, espalham-se faixas pela cidade de supostos moradores agradecendo a Prefeita. Há também faixas do partido da Prefeita e do inexpressivo "Partido Pátria Livre", enraigado em seu Governo, enaltecendo a mesma. É curioso porque faixas espontâneas de moradores de bairros que distam mais de 15 km têm a mesma identidade visual: Mesma fonte, mesma cor e mesmas medidas. Também é curioso que somente faixas enaltecendo o Governo são permitidas.

Neste ambiente, vocês conseguem imaginar a plenitude de liberdade e independência democrática que têm os cidadãos? Estando a apenas 80 km da Capital, em Guarujá o que vale é o poder econômico, e este é/foi estabelecido justamente por quem teve acesso ao poder público,  aos cofres sempre desproporcionalmente fartos da cidade. A Prefeita atual elegeu-se com apoio de um antigo prefeito que governou aqui por uns 15 anos. O Prefeito antes desta, também saiu do grupo político deste antigo prefeito. É assim, no máximo quem chega ao poder é uma dissidência do grupo de quem já mandou na cidade.

Mesmo nas últimas eleições, em que houve restrições para boca-de-urna, ela existiu fartamente. Em casos de alguns vereadores, as pessoas ouviam que era possível saber quem votou ou não nele, a ameaça aos "cabos eleitorais" eram explícitas. Você acha que uma pessoa humilde e que se sujeita a trabalhar para gente assim tem discernimento para saber que se trata de uma mentira? Que ela deixaria de votar neste "patrocinador" por uma escolha livre de sua consciência? Ainda mais, nesta cidade não passam duas Legislaturas sem que um vereador seja assassinado, sendo o último um petista que tinha forte possibilidade de vencer agora em 2012 pra prefeito. Para azar dos familiares e amigos do vereador, como eu já disse, aqui não há imprensa, não há "sociedade organizada" para cobrar apuração rigorosa. E também sabemos muito bem, o PT não liga para seus políticos mortos.

VOLTANDO

Estes parágrafos todos mostram a realidade de uma cidade que está próxima à maior metrópole brasileira e que está numa "Zona Metropolitana" ( aqui ). E é assim! Conseguem imaginar como deve ser em lugares mais distantes e pobres?

A Lei da Ficha Limpa é como a qualidade do improviso: Uma coisa boa que nasce em resposta a algo muito ruim. Se tivéssemos tudo organizado e funcional, se fosse tudo ordenado e sob controle, não precisaríamos improvisar. Se tivéssemos um povo livre, instituições democráticas plenas e menor propensão ao uso da política como fim para poder econômico, então não precisaríamos debater algo assim. Se não tivéssemos a imunidade parlamentar, talvez não teríamos tanta gente desqualificada ou políticos com ficha extensa concorrendo a cargos menores. Se não tivéssemos tantas pessoas com necessidades mais elementares, então poderíamos contar com que as mesmas usassem mais critérios para votar. Embora não resolva todos os problemas, esta Lei servirá pra combater um dos muitos que é grave e explícito.

Debater a Lei da Ficha Limpa, ao fim de tudo, apenas mostra como é muito mais fácil defender idéias em debates do que vê-las na prática. Reforço: Tenho meus princípios e considero alguns inegociáveis para definir meu voto, acontece que infelizmente muitos deles têm pré-requisitos que não batem com o que vivemos, e por isto são impraticáveis na nossa realidade. Devo retomar este tema futuramente expondo outro caso também lamentável mas por agora basta celebrar que alguns notórios e tantos outros desconhecidos serão impedidos de comprar votos e imunidade nas próximas eleições.

13.2.12

Vejam só

Também posso ser encontrado do outro lado da internet agora, neste endereço aqui http://www.portaldomacho.com.br/coluna-do-surfe-por-angelo/

24.1.12

A consolidação de Newt Gingrich em South Carolina

Até agora não tinha visto o debate da CNN que todos dizem ter sido fundamental para a surpreendente virada de Newt Gingrich em South Carolina.

O começo do debate é realmente marcante, um senhor sermão passado no mediador do debate, vale a pena ver. O vídeo vai abaixo, corram direto para 2 minutos e 20 segundos.

23.1.12

Para o colunismo de redes sociais

O uso massivo das redes sociais no Brasil gerou uma categoria de colunismo indignado bem legal: Aquela que reage às reações absurdas que emanam na Internet diante de algum fato extremo. Em algum ponto do texto desta categoria você encontrará algo como "é típico de fulanos" ou "simboliza o pensamento de fulanos", "mostra bem como pensam fulanos".

Na maioria das vezes estes fulanos serão de um grupo que o colunista, geralmente muito do socialista-de-butique, não gosta: Pode ser a classe média, a elite, a direita, os brasileiros do sul-sudeste.


O colunista indignado estará assim tentando passar um ar de inteirado dos assuntos e das ferramentas de interação moderna, ignorando a propensão natural que as redes sociais têm para destacar o extravasamento do que há de pior nas pessoas e entre as pessoas.

Sério mesmo, redes sociais são muito legais e divertidas, mas não dá para fazer grandes tratados ou elaborar grandes pensamentos tendo como base o que se vê por aí.

O caso do Pinheirinho e a suposta morte de criança durante ação da PM seria uma fartura para esta gente. O que segue abaixo são twitts diversos de militantes ( talvez até mesmo voluntários, é bem provável que nem recebam para isto ) em pleno gozo da liberdade que as redes sociais dão para se mentir, xingar e fazer todo tipo de manipulação rasteira.







São exemplos ? Servem como base pra se falar que todos "a favor dos moradores de Pinheirinho" são idiotas, mentirosos, aproveitadores e esquerdistas safados? Lógico que não!

Estas pessoas aí muito provavelmente no seu cotidiano são normais, pode ser que não falem babando, que não sejam manipuladores contumazes, que não sejam agressivos e incapazes mesmo de machucar alguém ou vandalizar um carro. Eles não representam nada além de suas próprias maluquices e extremismos.

O colunismo que serve para comentar hashtags e absurdos em redes sociais deve ser tão levado a sério quanto os personagens que ilustram este post. E quer saber: Benditas sejam estas ferramentas que canalizam os esforços de mentira e agressividade desta gente.

Ódio a São Paulo

Há uma narrativa em construção contra o Estado de São Paulo. Na verdade é contra o PSDB e qualquer não-PT ou não-aliado petista, mas como o PT e os seus não têm acesso aos cofres paulistas , eles acabam misturando tudo. Lógico que tudo seria mais tranquilo se São Paulo Estado e capital fossem governadas por fanfarrões PMDBistas aliados como Eduardo Paes e Sérgio Cabral, eles são parte do "projeto".

O enredo tem estrutura dividida entre o básico e o absurdo para que possa colar e engajar o maior número de pessoas: O básico facilita a assimilação pelos militantes voluntários e os simpatizantes mais burrinhos, aqueles que não podem ver passar uma indignação ou aparente injustiça sem prestar solidariedade; o absurdo serve para indignar, unir e extremar os "instintos mais primitivos" da militância paga e dos que são um pouco mais sabidos.

A história é contada em qualquer ação polêmica ou evento fortuito que ocorra no Estado de São Paulo. Greve de Policiais Civis é contida por PMs? "Fascismo". Protesto coibido pois autoridades não foram avisadas e estão interrompendo trânsito e prejudicando a cidade? "Ditadura". Ação de retomada de áreas ocupadas por traficantes e usuários de drogas? "Higienismo". Incêndio em cidade administrada pelo PSDB? "Higienismo associado à especulação imobiliária". PM chamada para obedecer ordem judicial na USP ou em área invadida? "Higienismo, ódio aos pobres, fascismo".

As palavras de ordem servem para qualquer ocasião e são repetidas e trocadas na lista acima mesmo pelos mais sabidinhos sem qualquer preocupação em parecer verdade, parecer sério ou ter algum sentido. Pergunte-se a este povo o que é Fascismo, como definiriam o Fascismo e o resultado da soma das respostas será sempre "tudo o que fazem e não concordo". Ou, mais fácil vai: "Tudo o que não é feito pelo PT e aliados".

A narrativa acaba gerando subprodutos curiosos como o ódio indiscriminado a toda a PM. A PM seria fascista, racista, preconceituosa e elitista. Sim, a Corporação que tem mais de 100 mil "funcionários", sua maioria proletários que ganham cerca de R$2mil ("PM passa fome" como consagraram gritos de estudantes da USP em tempos passados e música dos Racionais MCs ) , e isto somando vários benefícios picadinhos que não estão incorporados ao salário e são perdidos tão logo um PM se machuque, se afaste ou se aposente. Num Estado em que há fortíssima presença de migrantes nordestinos, gente que vem pobre e busca a estabilidade em um emprego, é de se imaginar o quanto desse efetivo policial não é nordestino. Nordestinos e negros ( negros mesmo, sem precisar fazer a mandracaria de classificar pardos/mestiços como negros ), alguém duvida que somados estes grupos não ultrapassem os 40% do efetivo policial? Ainda assim na mente deles a PM odeia nordestinos e a PM odeia negros, justo o braço estatal com mais oferta de vagas e que por isto mais facilmente emprega pobres em busca de estabilidade. Porque filhos de famílias ricas é que não vão se arriscar a trabalhar confrontando o crime...

É ainda mais absurdo por imaginar que os governantes não-petistas realmente odeiam pobres. Sim, eles dizem isto: Que tucanos e outros oposicionistas ODEIAM pobres. Falam de São Paulo como se só votassem nos "tucanos" quem é rico ou da classe média, que eles não respiram sem odiar. Como se fosse possível isto. E aqui vale lembrar que o grupo maior e mais homogêneo paulista de "classe média" odeia o PSDB: Os funcionários públicos. Policiais militares, policiais civis, professores concursados, professores "penduricalhos" ,agentes de saúde e seus familiares são grupos organizados que atuam muito em eleições pregando o voto anti-PSDB, fruto de atuação intensa dos Sindicatos. Todos eles classe média, até porque ganham mais do que em outros Estados da Federação.

Outra parte importante do enredo é criar a Teoria Conspiratória de que os Governos não-populares ( ou seja, não petistas ) ateiam fogo em favelas pra se livrar dos pobres ou pra vender os terrenos, ajudando as construtoras. Já falei rapidamente quando este fenômeno bizarro começou a ganhar força na militância paga em 2010 ( Aqui ). Difícil mesmo até começar a argumentar contra a disseminação criminosa desta maluquice. Oras, se isto tivesse um pingo que fosse de verossimilhança, seria usado fartamente em campanhas eleitorais e discursos no Parlamento. Mais, seria digno de cassação e mesmo prisão dos responsáveis, e tenho certeza que numa aberração dessas o Judiciário, movido pelo clamor público, seria ágil. Mas não, nada disso ocorre.

Quanto de mau caratismo e burrice são necessários para propagar que um Governante ou algum dos seus Secretários está literalmente matando seus Governados em busca de dinheiro pra caixa de campanha ou "faxina de gente"? Digamos que a pessoa tenha caído nesta pela empolgação mesmo, vai aqui uma PROVA ( risos ) muito rápida e definitiva pra que não se prossiga com esta injustiça vergonhosa: O que vai abaixo é uma lista de "incêndios em favela" ocorridos em 2011 que obtive em rápida busca ao Google. Com um detalhe importantíssimo: Usando como base a cidade de Guarulhos, acho que ainda hoje a segunda cidade mais populosa da Grande São Paulo e com características muito semelhantes à capital:


  • 30/01/2011- Incêndio destrói parte de favela em Guarulhos
  • 13/02/2011 - Incêndio atinge favela em Guarulhos
  • 29/02/2011 - Incêndio atinge favela em Guarulhos
  • 18/03/2011 - Incêndio destrói mais de dez barracos em favela de Guarulhos
  • 05/08/2011 - Incêndio mata uma pessoa dentro de favela em Guarulhos
  • 01/09/2011 - Incêndio atinge favela em Guarulhos
  • 12/09/2011 - Incêndio na favela dos paletes em Guarulhos
  • 07/10/2011 - Barracos pegam fogo em favela de Guarulhos
  • 25/12/2011 - Incêndio destrói barracos em favela em Guarulhos

Guarulhos, uma cidade com 10% da população da Capital, com área muito menor e...  Governada por prefeito petista. Há muitos mandatos, aliás. E então, como se explica este número absurdo de incêndios em Guarulhos? Da mesma forma que se explicam em qualquer lugar em que existam moradias precárias e amontoadas.

E assim caminham. A cada novo fato um absurdo-padrão vendido como verdade aos militantes para que estes espalhem a farsa até que a interpretação seja assimilada como verdade. Não sei o quanto de estrago estas ações já conseguiram fazer na cabeça de pessoas honestas e bem intencionadas, mas é preciso estar atento a isto. O PSDB e os partidos de oposição infelizmente estão mais ocupados em suas disputas internas, quando não na tarefa de botar mais fogo no poleiro alheio em busca de seus projetos pessoais. Enquanto isto são vendidos como criminosos políticos, assassinos e racistas, ofensa que respinga em quem apenas vota neles por eliminação ou sem grande empolgação. Ainda mais grave, todos os Paulistas estão sendo atacados por tabela como cúmplices ou promotores do horror.

O terrorismo político ter chegado a estes patamares levanta a questão: Se já têm o Governo Federal, a maioria dos Estados, o domínio das Casas Legislativas, o domínio de juízes "progressistas" no Supremo, pra que tanta afoitez para conquistar um Estado que, pelas suas palavras, odeiam tanto? Mesmo a melhor das respostas é preocupante.

23.12.11

As Minas Gerais que o livro de Amaury revela

Comecei a ler o livro de Amaury, o tal do livro-bomba, livro-denúncia contra os processos de privatização ocorridos há tanto tempo. Na verdade não fui muito longe e agora será difícil seguir a leitura. Explico.

Desde o seu lançamento há um grande furor de pessoas engajadas politicamente, especialmente aqueles que tiram deste engajamento sua subsistência. Por ter supostas denúncias contra o Governo dos grupos que estão fora do poder desde 2003, foi uma chance de vingança para a turma que cansou de ficar nas cordas defendendo gente como Delúbio, Dirceu, Prof. Luizinho, Palocci, Sarney, Jáder, João Paulo Cunha, Mercadante, Berzoini e tantos outros casca-grossa da coalizão governista. Este pessoal muito afoito e que odeia a "grande imprensa" não perdeu tempo em desenvolver teorias conspiratórias sobre suposto silêncio ao livro, e para a tese valia tudo: Ignorar que a editora não o distribuiu previamente a jornalistas e que não há lembrança de "livro-denúncia" que tenha virado pauta da imprensa séria brasileira. Mas é engraçado encontrar ainda hoje gente que vive a dizer que a "grande mídia" está decadente e não presta ficar chorando e pedindo efusivamente para que esta mesma "grande mídia" dê destaque ao livro.

Tanto barulho localizado em pequenos nichos me despertou a curiosidade. AFinal de contas, tirando os engajados profissionais como os da coalizão governista, não há quem se interesse por política que não queira ver escândalos e roubalheiras sendo investigados e punidos. O roubo na política beneficia poucos, desacredita a democracia, desestimula a participação política e , lógico, impede o país de melhorar. Foi com esta esperança, a de ali encontrar novidades que nos ajudem a descobrir malfeitos do passado, que comecei a ler o livro. Para minha surpresa já de início percebi que aquilo ali só pode ser armação, piada de mau gosto, coisa não para limpar o passado mas sim sujar o grande futuro político de algumas pessoas.

Aécio não pode ser assim

O livro tem como ponto de partida algo totalmente surreal. O que vai abaixo é um trecho do livro que começa na página 24 e relata fatos de dezembro de 2007:
"De posse de um dossiê, Serra teria mandado um recado, por intermédio de seus emissários, para que Aécio jogasse a toalha.Ou seja, Serra, com seu estilo inconfundível, estaria chantageando o neto de Tancredo Neves. O conteúdo do suposto dossiê nunca me foi revelado. Mas vale acentuar que a pauta não nasceu de um boato qualquer. Ao contrário, surgiu de informações dignas de todo o crédito transmitidas pela assessoria do governo mineiro ao Estado de Minas que, aliás, nunca negou sua condição de aecista de corpo e alma."
Não sei se o jornalista percebeu o que deixou escapar ou se ele realmente acha aquilo normal: A pauta de um jornal foi fornecida pelo Governo Estadual? O que saiu em "O Estado de Minas" foi uma dica, uma indicação do Governo de Minas? Não só isto, o que o Governo de Minas passou para o jornal é fruto de uma investigação do Governo de Minas sobre ações do adversário político do Governador de Minas, que estaria supostamente sendo investigado quando em seus passeios pelo Rio de Janeiro.

Aécio Neves, um político ainda muito desconhecido fora de seu Estado, vive a cantar que as coisas em Minas Gerais são diferentes.  É um tal de "em Minas isso", "em Minas assim assado", repetido incansavelmente como cartão de visita. Como presidenciável que se apresenta há tantos anos ( embora depois ele tenha admitido que para 2010 ele só estava fingindo que seria candidato ), seria uma vergonha inadmissível pensar que seu Governo em Minas Gerais era usado para atender a seus interesses intrapartidários. Pior, imaginar que o mais importante jornal de Minas seria totalmente subserviente a estes interesses!

Talvez as coisas em Minas sejam assim mesmo. Algumas páginas adiante, o autor do livro diz que José Serra, para atacar Aécio Neves, teria usado o Estadão. Como? Através de uma coluna de Mauro Chaves. Leiam a narrativa curiosa:
Faltava, no entanto, acalmar o comando do jornal mineiro, inconformado com a arapongagem de Itagiba e com o artigo “Pó pará, governador”, plantado pela entourage de Serra em O Estado de S. Paulo, para desgastar o governador mineiro. Publicado em 28 de fevereiro de 2009, e assinado pelo colunista Mauro Chaves, já falecido, o libelo antiaecista ironizava o desejo do governador mineiro de definir logo, por meio de prévias, o candidato do PSDB ao Planalto. No tucanato paulista, a intenção foi interpretada como um crime de lesa -majestade. Sem nunca ter ocultado seu serrismo, o Estadão dispensou o protocolo e disparou um torpedo visando atingir a pré -candidatura de Aécio abaixo da linha -d’água.Contrastando a linha conservadora do jornal, instilou uma insinuação pesada, uma suposta ligação de Aécio ao “Pó”, ou seja, cocaína para atingir dois objetivos: expor publicamente, de modo vulgar e dissimulado, o comportamento do rival de Serra e enviar -lhe um recado muito claro.Para o Estado de Minas, havia ainda outra razão para detestar o “Pó pará, governador”: o sarcasmo com que eram abordadas as relações entre os jornais mineiros e o comando político estadual. “Em Minas, imprensa e governo são irmãos xifópagos”, gracejava o articulista.Para, pitorescamente, agora em tom de seriedade, comparar Minas com São Paulo, onde Serra e seus antecessores seriam “cobrados com força, cabresto curto” pelos jornalões paulistanos. Era, enfim, difícil digerir Serra e o serrismo. Mas a vingança estava a caminho.“Indignação. É com esse sentimento que os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governadorAécio Neves.” Assim começa o editorial “Minas a reboque, não!”, do Estado de Minas, em 8 de março de 2010, que rejeita o papel subalterno de Minas e de Aécio numa eventual composição com Serra para enfrentar Dilma Rousseff."
Muitos erros. Chamar o Estadão de "serrista" é ignorar que, em 2006, o Estadão lançou vários editoriais em apoio à escolha de Alckmin para a candidatura oposicionista. Muito pior, chamar artigo de um colunista de "opinião do jornal" é talvez projetar a outras empresas o que ele acha normal.
E novamente vemos aqui o autor narrar como normal que um jornal, em Editorial e notas não assinadas, saia em defesa do Governador de seu Estado e o faça em resposta a um artigo de colunista.

Devo em breve avançar na leitura do livro. Acontece que desde já fica bastante complicado levá-lo muito a sério depois de saber que tudo começou com um suposto dossiê que o jornalista jamais viu mas que é muito verdadeiro pois a informação teria sido passada pelo Governo de Minas. É muito uso do combo futuro-do-pretérito mais sujeito indeterminado para um trabalho dito investigativo. Aguardo ansiosamente alguma negativa de "O Estado de Minas", do "Governo de Minas Gerais" ou mesmo de Aécio Neves quanto a esta promiscuidade absurda entre poder público, interesses privados e empresas de comunicação.

As coisas em Minas são diferentes.

P.S.: Este post estava pronto antes das novidades trazidas pelo Implicante.org e CoroneLeaks . Leiam lá!

Qual a pior coluna de 2011?

Final de ano, hora de relembrar tudo o que passou neste 2011... Como começam a pipocar listas disso e daquilo por tudo quanto é blogue, faço a minha lista-eleição do texto mais bizarro brasileiro do ano( como abandonei aqui não tenho como concorrer ).
Selecionei 4 que são inacreditáveis e nem são relacionados à guerra política, vejam aí:

PAULO MOREIRA LEITE com "Jobs e o Individualismo em ponto máximo" - Em 2011 "Paulinho" continuou por um tempo sendo um dos entrevistadores fixos do Roda Viva no formato diferente implantado por Marília Gabriela ( em 2010 Paulinho teve este momento marcante )e também continuou como colunista da Revista ÉPOCA. Mas foi em seu blogue que Paulinho, diante da comoção nonsense pela morte de Steve Jobs, conseguiu escrever um artigo ainda pior do que todos os libelos chorões de consumidores deslumbrados por seus brinquedos eletrônicos. No artigo Paulinho acha um absurdo que Steve Jobs não tenha demonstrado engajamento político.
Melhores momentos:
"Não sei quem foi o cidadão Steve Jobs. Não sei de seus compromissos, seus valores e causas."
"(não)há noticia de que tenha se engajado a favor de causas relevantes"
"É como se ele nunca tivesse deixado de olhar para a humanidade como 6 bilhões de clientes em potencial."



ELIANE BRUM com "A dura vida dos ateus em Brasil cada vez mais evangélico" - Uma grande descoberta deste ano foi Eliane Brum. O "conjunto da obra" é antológico, difícil escolher uma coluna apenas da autora mas vai esta daqui porque foi a que me apresentou à colunista.
Este artigo tem como mote uma história fictícia em que uma pessoa muito inteligente, sagaz e tolerante MAS ATÉIA entra em um táxi e começa a sofrer todo tipo de bullying ( risos ) do taxista evangélico. A narrativa é a típica do ativismo um tanto adolescente do ateísmo atual que assume como premissa que todo ateu é um ser superior, mais culto e muito distante dos pobres coitados crentes.
Melhores momentos:
"O taxista estava confuso. A passageira era ateia, mas parecia do bem. Era tranquila, doce e divertida."
". E não faço aqui nenhum juízo de valor sobre a fé católica ou a dos neopentecostais(...)as neopentecostais – e não falo aqui nenhuma novidade – são constituídas no modo capitalista. Regidas, portanto, pelas leis de mercado(...) O templo é um shopping da fé, com as vantagens e as desvantagens que isso implica."
"Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. "
"Me arriscaria a dizer que a liberdade de credo – e, portanto, também de não credo – determinada pela Constituição está sendo solapada na prática do dia a dia. Não deixa de ser curioso que, no século XXI, ser ateu volte a ter um conteúdo revolucionário"


RUTH DE AQUINO com "Isso é roupa para voltar ao local em que ela atropelou e matou alguém"? - Encerrando o trio-de-força do site da RevistaÉpoca vem Ruth de Aquino. O artigo todo é até desnecessário depois de um título tão completo, ainda mais acompanhado da foto da motorista.
No ano em que o preço do carro de quem comete infrações graves no trânsito virou fator determinante no juízo público dos acidentes, Ruth deu um passo adiante: Onde já se viu, além de um carrão de R$80 mil, sem habilitação, a mulher vai em casa se arruma e volta pra cena do acidente toda Piriguete?
Melhores momentos:
"Não é preconceito." ( abertura do artigo )
"olhem de novo o shortinho rasgado de visão quase ginecológica."
"sou nem um pouco moralista. Mas há roupas adequadas para cada situação e circunstância. Essa jovem é uma sem-noção."

FLÁVIO GOMES comenta a morte de Kim Jong IlFlávio Gomes é um jornalista esportivo de opiniões fortes e ousadas, especialmente quando trata de assuntos que não são esportivos. Muito ligado à militância internética de esquerda, Flávio conseguiu causar vergonha até mesmo em seus pares ao escrever sobre a ditadura comunista da Coréia do Norte. O jornalista que tem uma história curiosa para explicar como virou simpatizante do comunismo fechou o ano de 2011 com um artigo que não deve encontrar semelhantes nem mesmo em outras ditaduras comunistas que ainda restam no mundo.
Melhores momentos:
" É incrível como a imprensa, inclusive a nossa, fala com propriedade sobre uma nação onde ninguém quase nunca põe os pés. (...)Eu também não coloquei meus pés lá, por isso não digo muito."
"Alguém entende coreano para fazer uma tradução fiel?"
"Chocam-se com filas para comprar, sei lá, arroz, mas acham o máximo as filas para comprar o último modelo do iPhone"
E, sinceramente, duvido que Pyongyang seja pior do que a Cracolândia, por exemplo."
"Ah, escrevi muito, dane-se." (ao fim do artigo)

E então, quem é o campeão de 2011?

Paulo Moreira Leite contra Steve Jobs não-ativista?
Eliane Brum e a vida muito sofrida dos ateus brasileiros na mão dos evangélicos?
Ruth Aquino contra a irresponsável piriguete do carrão ?
Flávio Gomes contra quem como ele nunca pisou na Coréia do Norte e fala muita besteira?

Só feras!

15.10.11

Ocupar as redações

A turma que acha que reclamar do Governo Federal tornou-se ato imoral a partir de 2002 costuma acusar a Imprensa brasileira de ser partidária, de ter um viés político que, para eles, seria de perseguição ao PT.

Balela... Todo órgão de imprensa tem todo direito de ter como norte algumas preferências, até mesmo políticas. Daí ao sentimento de perseguição específica a um partido há uma distância só percorrida por quem muito ganha ou tem a perder com algumas notícias. Com a intenção de intimidar, a acusação só existe por ser de uma turma que está e sempre esteve acostumada a aparelhar redações por aí.

Muito diferente é um jornalista ou editor usar de seu espaço para promover a si próprio, suas empresas ( lembram da demissão de Luís Nassif? ) ou suas preferências. O caso a seguir é pequeno, mesquinho, até mesmo irrelevante e, justamente por isto, retrata grande parte daquele pessoal referido na introdução deste texto.

Ocupação de Redações: Um caso

O Estado de São Paulo, também conhecido como "Estadão", é um dos três grandes jornais brasileiros. É tido pelo pessoal do "a favor" como um dos entes golpistas, uma instituição do mal que comete o absurdo de investigar e noticiar grandes denúncias envolvendo roubalheira dos Governos. O Estadão tem um grande portal na internet com várias páginas temáticas, colunistas e blogs. Dentre tantas, há o espaço "LINK", dedicado à "Cultura Digital" e que tem maior abrangência que seu equivalente caderno impresso, publicado toda segunda-feira.

Dedicado a tudo que envolve internet e tecnologia em geral, o LINK não deu nenhuma nota aos protestos recentes que ocorreram aqui no Brasil nos feriado de 7 de Setembro e 12 de Outubro. Os protestos foram organizados e planejados através de Redes Sociais sem suporte financeiro ou estrutural de partidos políticos, Sindicatos ou Entidades de Classe. O movimento contra Corrupção que nasceu, se espalhou e organizou através da Internet ( Cultura Digital? ) não ganhou nota ou referência no Caderno Link do golpista Estadão.

Durante este período os Estados Unidos viram começar a se organizar os protestos "Occupy Wall Street".

Convocado, promovido e apoiado por inúmeras organizações políticas nos Estados Unidos ( o Movimento surgiu na organização anti-consumista Adbusters  ) somente após o dia 23 de agosto pode-se dizer que o Occupy Wall Street teve sua ação na internet tornada relevante: foi quando ganhou o apoio do grupo de "ativismo hacker" chamado Anonymous. O movimento continuou engatinhando e não "pegava", até começarem os conflitos com a Polícia. Foi daí que caiu de vez nas graças de alguns jornais e emissoras dos EUA mais alinhadas ao Governo Obama. Ainda assim, as multidões na verdade não eram dignas deste nome, especialmente diante da tradição da população americana em organizar grandes protestos ( Vejam alguns exemplos  ).

O curioso é que este movimento distante, promovido por organização civil, com consequências no cotidiano de uma grande metrópole americana foi virar notícia, e com certa constância, no caderno Link do Estadão, aquele que cobre "Cultura Digital". A partir do dia 07 de outubro esta seção do site não parou mais de noticiar e, de certa forma, divulgar o movimento que com muita luta tenta tornar-se mundial. Vejam a sequência ( incluídos 3 links para conteúdo da edição semanal do caderno Link no Estadão ):

07/10 - Obama elogia protesto em Wall Street
09/10 - Manifeste-se você também
09/10 - A queda do muro
11/10 - Ocupando Wall Street e o resto do mundo
13/10 - Murdoch na mira do Occupy Wall Street
14/10 - Remoção do Occupy Wall Street é cancelada
14/10 - Movimento “Occupy” chega ao Rio e a SP

Como explicar este combo de Occupy Wall Street? Bem, talvez tenha a ver com o fato de no dia 06/10 Camilo Rocha anunciar em seu blogue "Bate Estaca" no Vírgula:"(...)comecei hoje a trabalhar como editor-assistente do caderno Link, do Estadão, ao lado do parceiro Alexandre Matias."

Em seu blogue no Vírgula Camilo tinha demonstrado não gostar da forma como o OWS era retratado na grande mídia:
"Engraçado como na cobertura da Globo sobre a ocupação de Wall Street (que entrou na terceira semana com mais força) e você vai ver sempre os tipos “esquisitos” sendo mostrados.Como se essa coisa de protestar fosse coisa de gente maluca que não deve ser levada muito a sério."


Camilo Rocha que é DJ não só levou o parceiro Alexandre Matias a discotecar com ele em comemoração à nova fase em sua carreira, ele também LEVOU o Occupy Wall Street pro Link, talvez pra fazer a coisa certa quanto ao tema que já era recorrente em seu blogue anterior ( notar nestes links que algumas informações não checadas geraram constrangimentos: 1 e 2  ).

Antes dele tudo o que tinha saído era uma nota no dia 03, mera reprodução de agências internacionais. Depois de sua chegada tornou-se prioridade do site. O curioso é que o site equivalente do jornal concorrente ( Folha ) chama-se TEC e, estranho, não deu NENHUMA NOTA ao Occupy Wall Street ( OK, há uma quase-nota ).

Diante de manifestações no Brasil convocadas através de redes sociais, sem apoio partidário ou estrutura formal,  indo contra a tradição deste tipo de ação política e usando de forma inovadora as possibilidades do mundo da Tecnologia o caderno LINK silenciou. Diante de manifestações nos EUA convocadas por organizações não-governamentais, promovida por celebridades e gente influente na mídia tradicional o caderno LINK abraçou a causa.

A única explicação plausível para esta diferença no trato é a preferência política da editoria do site/Caderno do Estadão. Por algum motivo eles não gostam das manifestações contra a corrupção no Brasil mas acham legal o movimento contra a "ganância dos bancos" (???) nos EUA, ao ponto do jornalista que noticia o fato em seu jornal dar uma forcinha em seu twitter pessoal pra que o mesmo se reproduza por aqui ( http://twitter.com/#!/camilorocha/status/124987700804730880 ). É ilegal, é um crime? Não, lógico que não, são as preferências deles. Quer dizer, é muito provável que o Estadão tenha algumas restrições ao uso de seu nome, sua marca e prestígio na promoção de certas causas, esta em particular, mas isto é uma norma que toda empresa de comunicações com credibilidade adota para manter esta credibilidade.

Não duvido que o jornalista pró-Occupy Wall Street seja muito benquisto pelo pessoal que vê mídia golpista onde há apenas notícia de escândalos,  da mesma forma como este movimento dos EUA já caiu nos gostos da turminha que luta pelo Controle TOTAL Social da NOTÍCIA Mídia. No fundo o que praticam é apenas uma tática que visa intimidar o pouco que ainda não puderam ocupar.

4.10.11

Racismo, Ignorância e Intolerância em Movimento "Popular" dos EUA

Lógico que não é do Tea Party que estou falando...

Trata-se do Occupy Wall Street, série de protestos muito benquista pelos movimentos sociais dos EUA e toda esta gente que xingava muito o Tea Party, inclusive parte expressiva da imprensa.

O vídeo abaixo não precisa de palavras adicionais. Vejam e tirem suas conclusões:



Onde estão os tolos? Onde estão os intolerantes? E, coincidência, quem a esquerda ( incluindo a mais babaca ) está apoiando com entusiasmo?