28.9.11

Duas boas histórias que precisam ser contadas

A primeira delas começa com Morgan Freeman chamando o Tea Party de movimento racista ( Leiam neste link da "AFROBRASNEWS - Agência Internacional de Notícias Afroétnica"  ) Em resposta a isto, Ali Akbar, "pequeno empresário afro-americano de 26 anos e ativista do Tea Party", escreveu um artigo polido, respeitoso e muito belo entitulado "A Tea Party invitation to Morgan Freeman". Trecho:

Your comments about the tea party have caused me physical pain. You’ve rekindled the old painful paradigm of Uncle Tom – that any black man who votes Republican is some kind of sellout. It’s not true. I work hard, pay my taxes, love Jesus, and I’m good to my family and community. In effect, your comments have stereotyped an entire group of people. And I know in my soul that you must regret that on some level.
Há um trecho com argumentação bastante controversa, que é quando ele diz que os negros estão votando nos últimos 50 anos com os Democratas, o que é fato, mas atribui a isto responsabilidade pelos negros estarem em piores condições, ignorando que nestes 50 anos não foram somente políticas dos democratas que foram aplicadas aos negros. Ainda assim o artigo é interessante por ajudar a desconstruir esta imagem que convenientemente liga toda rejeição a Obama e em especial as motivações do Tea Party ao racismo.

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A  segunda história também tem a marca racial, mas agora no outro lado do mundo, a Austrália.
O colunista Andrew Bolt já recebeu algumas indicações aqui neste blogue, algumas dezenas no meu Twitter e está há cerca de dois anos na minha lista de links ao lado. Agora trago-o aqui neste nobilíssimo espaço para destacar que caminha para uma condenação na Austrália por grupos de aborígines-entre-aspas. O crime? Ter escrito um  um artigo em que relata como certos espertos ESCOLHEM uma parte de sua ascendência para transformá-la em benefícios políticos e sociais. Bastou para que um grupo de "white aborigines" que se encaixam perfeitamente no perfil traçado na coluna o acusassem de injúria e desrespeito à Lei de Discriminação Racial que existe por lá. O desdobramento mais recente pode ser lido no HeraldSun: "Class action against columnist Andrew Bolt succeeds in Federal Court".

Mais importante do que a condenação ou o caso em si é ler o artigo de Andrew Bolt que originou tudo isto. Incrível como a distorção racial e sua utilização política tem os mesmos vícios e métodos em todo o mundo. Não é à toa, quem conhece um pouquinho do riscado sabe que esta uniformidade de ações, políticas e malícias são planejadas e financiadas centralmente por grupos como a Fundação Ford. E não estou aqui fomentando nenhuma teoria da conspiração, isto é feito abertamente, com até certo orgulho tanto dos financiadores quanto dos patrocinados.

Repito: Importante MESMO é ler o artigo de Andrew Bolt original "It's so hip to be black".  Para degustação, segue a introdução:
MEET the white face of a new black race - the political Aborigine. Meet, say, acclaimed St Kilda artist Bindi Cole, who was raised by her English-Jewish mother yet calls herself "Aboriginal but white".
She rarely saw her part-Aboriginal father and could in truth join any one of several ethnic groups, but chose Aboriginal, insisting on a racial identity you could not guess from her features.
She also chose, incidentally, the one identity open to her that has political and career clout.
And how popular a choice that now is.
Eu gostaria muito de traduzir estes dois artigos e levá-los ao conhecimento do maior número de pessoas possível, mas, como pode-se notar nas datas dos últimos posts, pouco tenho me dedicado a este blogue. Só que não poderia deixar duas histórias tão interessantes passarem sem notoriedade. Agora é com vocês: Leiam, reflitam e divulguem.